7 de junho de 1494
Tratado de Tordesilhas e a partilha ibérica do Atlântico
Portugal e Castela dividiram, com sanção papal posterior, um meridiano no Atlântico. A linha cortaria, na prática, o futuro território brasileiro — mas mapas, medições e ocupações reais nunca coincidiram de todo com o traço jurídico.
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O acordo tentava evitar guerra entre as coroas após as viagens de Colombo e a expansão africana portuguesa. Povos africanos, americanos e asiáticos não foram partes. A longitude era tecnicamente incerta; daí séculos de litígio na Prata, na Amazônia e no sertão.
João II de Portugal; os Reis Católicos; diplomatas em Tordesilhas; juristas de ambas as coroas.
Tordesilhas, Castela; efeitos sobre o Atlântico sul e a América.
Competição oceânica ibérica e mediação pontifícia; o tratado responde a viagens, não a um 'vazio' americano.
Serviu de título para pretensões portuguesas no leste sul-americano e de pretexto para conflitos com Castela e, depois, com outras coroas.
É o documento europeu que antecipa o mapa do Brasil sem conhecê-lo — e sem consultar quem já vivia na terra.
- Texto e contexto do tratado — Arquivo Nacional da Torre do Tombo / edições
- Cartografia da partilha — Biblioteca Nacional