c. 20.000–12.000 A.P.
Povoamento antigo da América do Sul: rotas, datas e debates
A ocupação humana do território que hoje é o Brasil é anterior a 1500 em muitos milênios. A cronologia exata, porém, divide pesquisadores: há consenso amplo sobre presença no Holoceno inicial e controvérsia sobre sítios mais antigos.
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Modelos clássicos situavam a entrada de grupos caçadores-coletores nas Américas pelo estreito de Bering ao final do Pleistoceno. Achados sul-americanos obrigaram a reabrir prazos e rotas — costeiras, interiores e, segundo alguns autores, múltiplas ondas. O debate não anula a evidência de sociedades complexas muito antes da invasão europeia.
Grupos caçadores-coletores sem nome étnico recuperável; equipes de arqueologia do Museu Nacional, da UFPI, da UFMG e de instituições internacionais.
América do Sul, com sítios de referência no Nordeste, no Brasil Central e no litoral.
Deslocamentos de longa duração ligados a clima, fauna, biomas e redes de parentesco; a disputa acadêmica nasce de métodos de datação e de critérios de associação artefato-camada.
A ideia de um continente 'vazio' em 1500 tornou-se insustentável. A discussão contemporânea trata de densidades, manejo da paisagem e diversidade linguística, não de ausência de história.
Define o ponto de partida ético e científico da linha do tempo: o Brasil não começa em 1500. Também ensina a distinguir consenso, hipótese e data controversa.
- Sínteses de povoamento americano — Museu Nacional / UFRJ
- Censos e séries históricas sobre ocupação do território — IBGE
- Arqueologia brasileira: balanços de sítios e datações — IPHAN